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SOROLOGIA DE RAIVA

Vai viajar com seu pet para fora do Brasil? O exame de Sorologia para Raiva pode ser obrigatório para alguns destinos, complementando a documentação do paciente para a viagem internacional. Essa exigência visa atender à prevenção e controle dessa zoonose.

Para evitar transtornos, é importante que você entenda bem sobre as etapas pré-analíticas, analíticas e pós-analíticas relacionadas com esse exame. O planejamento da viagem do paciente vai depender diretamente do resultado da sorologia de raiva e dos prazos relacionados.

O que fazer antes da viagem?

Entender claramente as exigências do país de destino para o trânsito de cães e gatos é uma das etapas mais importantes. A análise sorológica para raiva é apenas um dos requisitos sanitários exigidos e pode inclusive não ser tópico obrigatório para determinado país. Certifique de que não há restrição para a raça do cão/gato no país de destino. Para informações sobre exigências e documentação para viagem internacional de cães e gatos, consultar o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) no link abaixo:

https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/vigilancia-agropecuaria/animais-estimacao/sair-do-brasil/sair-do-brasil

– IMPLANTAÇÃO DE MICROCHIP:

A identificação do paciente via microchip é obrigatória, este deverá atender aos padrões ISO 11784 ou 11785 (15 dígitos). Certifique-se de o dispositivo está produzindo a leitura dos números após a implantação. Se o pet já tiver microchip implantado, verifique o padrão e faça leitura para verificar se atende a especificação. Em caso de falha, este deverá ser substituído por um novo.

– VACINAÇÃO ANTI RÁBICA:

O paciente deve ter no mínimo 12 semanas de vida antes da vacinação antirrábica. A vacina deve ser aplicada em data posterior ou no mesmo dia da implantação do microchip. A vacinação realizada antes da microchipagem não é válida para efeitos de emissão de CVI e deverá ser refeita após implantação do dispositivo, mesmo que esteja dentro do período de efetividade. Após aplicada, a imunização deve cobrir todo o período até chegada do animal ao país de destino, e o reforço vacinal deve ser mantido em dia. A vacinação deve constar na carteirinha de vacinação: selo da vacina (fabricante, número do lote e data de validade), data, carimbo e assinatura do Médico Veterinário.

Atenção para países/regiões que demandam pelo menos duas doses de vacina antirrábica antes da sorologia de raiva (ex. Japão, China, Taiwan e Hawaii). Para essas situações específicas, a segunda dose de vacina pode ser aplicada pelo menos 30 dias após a primeira ou dentro do período de efetividade da primeira vacinação.

Aguardar no mínimo 30 dias após a vacinação antirrábica para coletar amostra para o teste garantindo a soroconversão. A partir desse período, a amostra pode ser coletada a qualquer momento desde que dentro do

período de validade do imunizante. Para países /regiões que demandam duas doses de vacina, a coleta da amostra pode ser feita no mesmo dia da segunda dose ou dentro do período de validade do imunizante.

Após a coleta o paciente passará por uma “quarentena” de no mínimo 90 dias, não podendo viajra antes deste prazo. Verifique a especificação do destino desejado.

Hemólise, lipemia, icterícia e uso de algumas medicações são interferentes que podem inviabilizar a realização do exame.

ENVIO DE AMOSTRA AO LABORATÓRIO:

Enviar juntamente com a amostra o formulário de envio de amostra específico com os dados do paciente.

O formulário deverá estar impresso e deve ser assinado e carimbado pelo médico veterinário e enviado juntamente com a cópia da carteira de vacinação (capa da carteirinha, com a identificação do paciente, data de nascimento e conteúdo, última vacina antirrábica), cópia do certificado de implantação do microchip e amostra. Atenção aos dados enviados, pois após a emissão não é possível realizar alterações dos dados e novo exame, com um novo custo deverá ser refeito. (Normativa, não é possível a retificação de dados do exame)

Amostra: Soro (sem hemólise/icterícia/lipemia), volume mínimo 1 mL. Envio sob refrigeração (2-8°C).

A amostra, requisição e cópias dos documentos devem chegar ao laboratório, em no máximo, 10 dias após a data de coleta.

ATENÇÃO:

O título mínimo aceito para viagem internacional é 0,5 UI/mL. Com resultado inferior a 0,5 UI/mL, o animal não poderá viajar. O animal deve ser novamente vacinado e aguardar novo período de 30 dias até coletar nova amostra e novo exame com novo prazo e pagamento deverá ser realizado. Veja abaixo alguns dos principais motivos:

– Falhas na vacinação contra raiva em cães e gatos podem ocorrer por vários fatores ligados ao animal ou à vacina.

– Interferência pré-analítica de amostra: hemólise, lipemia e icterícia são interferentes que podem invalidar o teste.

– Primeira vacina: o número de doses recebidas também é um fator que pode interferir na titulação.) A primovacinação é a principal situação implicada em resultados insatisfatórios <0,5 UI/Ml.

– Data de vacinação e coleta de amostra: além de ser impeditiva para a viagem, a coleta de amostra antes de 4 semanas após a aplicação da vacina produz efeito significativo na falha no teste FAVN para cães e gatos

– Fatores intrínsecos ao animal: a condição de saúde do animal no momento da imunização é fator determinante para a eficácia da reposta vacinal